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Quando trocar a prótese de silicone?

Quando trocar a prótese de silicone?

Depois que o período de recuperação de uma mamoplastia de aumento termina, a sensação de felicidade e satisfação com a nova aparência é tão grande que a tendência das pacientes é, com o tempo, abandonar as consultas de manutenção e revisão periódicas. Porém, esse é um erro grave: mesmo que tudo tenha corrido bem na cirurgia e no pós-operatório, é necessário lembrar que implantes de silicone também têm prazo de validade. Se não forem substituídos no momento certo, eles podem se romper e trazer riscos à saúde da mulher.

Mas quando trocar a prótese de silicone?

Entenda quando trocar a prótese de silicone

Para saber quando trocar a prótese de silicone, é importante conhecer o próprio implante. Os modelos mais antigos, utilizados nas décadas de 80 e 90, duram cerca de dez anos. Isso porque, em sua maioria, possuem revestimento liso e um preenchimento mais líquido.

No entanto, a questão da validade, atualmente, é bastante subjetiva, já que não existe um consenso. Em alguns casos, a mulher tem próteses há mais de dez anos e não apresenta incômodos que indiquem a necessidade de troca. Por isso, é fundamental observar e conhecer as próprias mamas.

As próteses atuais duram de 15 a 20 anos, pois sua textura é mais grossa e o silicone, mais gelatinoso. As que são feitas de gel coesivo (como as produzidas depois de 2005), de forma geral, não exigem substituição tão cedo, apenas uma revisão a cada dez anos.

Uma situação específica que pode indicar quando trocar a prótese de silicone é o aumento ou a diminuição exagerada de peso da paciente. Nesses casos, o implante pode ficar mal localizado devido à flacidez (o que também pode demandar a realização de um lifting).

Apesar de ser raro, pode ocorrer ruptura precoce da prótese espontaneamente ou após um traumatismo. Nesses casos, ela também deve ser substituída.

Implantes fora da validade: o que pode acontecer?

Após o vencimento da validade, os implantes podem apresentar pequenas rupturas, que podem evoluir para perfurações maiores e causar dor e desconforto, já que pode haver escape do silicone. Isso pode gerar inflamações nos tecidos vizinhos e novas complicações. Outros indícios de que algo pode estar errado são flacidez, coceira, latejamento, mastite (inflamação das glândulas mamárias) e a ocorrência de cistos.

As alterações nas próteses podem ser identificadas através de exames como o ultrassom, a mamografia e a ressonância magnética. É importante ressaltar que a ruptura também pode ser assintomática. Por isso, quem possui silicone nas mamas deve manter um controle semestral ou anual dos implantes. Além disso, diante de qualquer sinal, deve-se procurar um médico imediatamente.

Em mulheres de até 30 anos, é comum usar o ultrassom para verificar a situação da prótese e detectar possíveis lesões no material. Já para mulheres acima dos 40 anos, é recomendada a realização de uma mamografia, que também ajuda a identificar tumores.

Adotar todos os cuidados necessários durante o pós-operatório é essencial para prevenir problemas nas próteses. No período de recuperação, deve-se evitar: deitar-se sobre os implantes nas duas primeiras semanas, elevar os braços até acima dos ombros ou carregar peso por três ou quatro semanas e a exposição ao sol. Por dois meses, é recomendado usar um sutiã especial.

Quando trocar a prótese de silicone, a paciente pode recorrer ao mesmo cirurgião plástico que realizou o implante ou a outro profissional, desde que seja qualificado e certificado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).